Tentativa de homicídio na Assembléia Legislativa de São Paulo

Clóvis Dragone

 

Fiquei estarrecido, boquiaberto, pasmo, abestalhado, logo após ter sido chamado para ouvir a execução do Hino Nacional Brasileiro, uma das Armas da Nação, na voz da nem tanto mais famosa cantora, também brasileira (?), Vanusa.

Quase tenho um enfarto do miocárdio; fiquei sem chão ao ouvir aquela aberração com a letra e música desse que é dito pelos entendidos do assunto, o mais belo hino nacional do planeta. Quase morro de vergonha por ela, e principalmente por todos que ali estavam presentes.

Será que em época do poder militar isso seria permitido? Com absoluta certeza não. Até porque, não obstante as mazelas daquele regime, o Hino Nacional Brasileiro e a nossa bandeira eram respeitados, assim como respeitamos nossa mãe e nosso Deus.

Lembro-me que, quando criança, aos nove, dez anos de idade, após uma mudança de colégio, no momento do hasteamento da bandeira brasileira, coloquei a mão direita do lado esquerdo do peito e permaneci em posição de sentido até o final. Fui elogiado pela diretoria do colégio, cujo diretor era um francês, o Dr. Carlos Dubois.

O Hino Nacional e a Bandeira Brasileira para mim são instrumentos de pátria, orgulho da minha nação, e asseguro ao caro leitor, se eu estivesse naquele local, presenciando aquela vergonhosa cena dessa cansada cantora, daria voz para que ela parasse, pois, se o deputado ou sei lá quem, que presidia aqueles trabalhos não teve a coragem, eu, sem dúvida a teria. Seria como salvaguardar a integridade moral da minha pátria, e isso qualquer cidadão brasileiro tem a obrigação de fazê-lo, ainda mais eu, que jurei a Bandeira Nacional diante de centenas de soldados e oficiais do Exército, no 19º Batalhão de Caçadores, em Salvador, prometendo honrar e defende a minha pátria a qualquer momento. Assim o faria ao contrário de todos os covardes que ali estavam.

Sim, foram todos covardes, encapuzados pela “vergonha de se manifestar” deixando que a cantora Vanusa batesse e rebatesse forte na cara de todos os brasileiros maltratando o mais bonito hino do mundo, o Hino do Brasil.

E ainda por cima ela vem com a desculpa esfarrapada que estava sob efeito de comprimidos para labirintite. Isso que é querer subestimar a inteligência de uma Nação com 200 milhões de habitantes. Pode até subestimar a de 199999999, mas a minha não. Não sou imbecil para engolir uma desculpa desse tipo, até porque, ela se enrola quando diz que labirintite causa estresse.

"Eu ia cantar o Hino Nacional, mas tenho labirintite. Antes de ir para a Assembléia, eu tive uma discussão séria com meu filho. Tomei dois comprimidos de Vertix e fui fazer. Quando comecei a cantar, deu um estouro no meu ouvido e eu não conseguia concatenar a voz com o que eu estava lendo. Eu não enxergo direito. Eu fui caindo e me pegaram", disse a cantora. "Eu fui casada com o Antônio Marcos, que era alcoólatra. Vou virar alcoólatra aos 61 anos? Eu sou a única cantora que fez uma música contra a droga. Sou totalmente contra droga."

Isso pode ser verdade, mas ninguém precisa ser alcoólatra para encher a cara de vez em quando. Eu não só e já fiquei de porre umas três, quatro vezes na vida, e daí? No entanto nunca causei vergonha a ninguém, porque, quando me vi nessa situação, me recolhi para curtir o meu álcool bem quietinho. E como ela mesma diz, ela é contra as drogas, não disse contra o álcool.

Tudo bem também que a antiga cantora está pra lá de Bagdá; dobrando as curvas para quem vai reencontrar o outro cantor famoso um dia; cheia de problemas de saúde, mas o que ela fez não tem desculpa.

Estava mal, estourou sei lá o que no ouvido dela? Que se desculpasse e pedisse pra sair. O que faltou nela foi a honradez de pedir perdão ao povo brasileiro pela aberração que fez, pondo no chiqueiro mais sujo a sua carreira de cantora, que outrora foi respeitada. E ainda vem mexer na memória de Antônio Marcos, lembrando do seu apreço pelo líquido cristalino inflamável, do qual duvido muito que ela não o admire (o líquido). - Eu disse que duvido, não afirmei que ela admira, até porque não tive a oportunidade de conhecê-la pessoalmente, e agora então, faço absoluta questão de não tê-la em minha frente.

Na reportagem do Site Globo.com, “Vanusa afirma que as crises de labirintite são provocadas pelo estresse. "Labirintite vem de stress. Quando tem muito stress, a labirintite ataca. Se eu sair na rua e alguém me ver, vão pensar que eu estou bêbada. Parece que a pessoa está bêbada, mas não é".

Parece que ela estava bêbada? Na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo ela parecia que estava “trêbada”; bêbada era muito pouco, labirintite então, seria caldo de cana.

“Após a crise, Vanusa recebeu atendimento médico e um carro da Assembléia Legislativa a levou para casa. Mas a levou para casa? Como os deputados do Estado e São Paulo foram bonzinhos fazendo vistas grossas a tudo isso... Eu a levaria a uma delegacia de Polícia para que ela fosse enquadrava como “Atentado ao pudor e a reputação da Nação Brasileira”.

Isso foi uma tentativa de homicídio contra o nosso hino e serviços forçados por cindo anos em benefícios de casas de recuperação aos alcoólatras anônimos seriam o mínimo (o pior é que ela mesma deveria ser monitorada no recinto) independente do sintoma que ela teve e que causou aquela atrocidade revoltante com o Hino Nacional Brasileiro.

E sabe o que mais me deixa mais indignado como brasileiro? É ver que publicaram na Internet textos em defesa da atitude dessa cantora desastrosa como se ela fosse apenas uma pobre vitima, e que nós não deveríamos nos envergonhar desse fato e sim, e apenas, dos fatos da política brasileira.  O que eu me envergonho daquela casa e naquele dia, foi saber que ninguém teve a coragem de pará-la imediatamente após ouvir o segundo deslize, característico de que ela estava totalmente embriagada, mesmo que não estivesse.

Como diria Boris Casoy: “Isso, é, uma, vergonha”!

 

A letra do Hino Nacional Brasileiro, parodiada por Vanusa

 

 

 

 

Ouviram do Ipiranga às margens plácidas,

De um novo herói vibrado retumbante,

Que o sol da liberdade em raios fúlgidos,

Brilhou no céu da pátria nesse instante,

Se o penhor, dessa igualdade

Conseguimos conquistas com braços fortes,

Em teu seio, ó liberdade!

Desafio o nosso peito à própria morte,

Ó Pátria amada idolatrada, salve salve!

Brasil um sonho intenso um raio vívido,

De amor e de esperança  a terra desce,

Se em teu formoso céu risonho e límpido

A imagem do cruzeiro resplandece,

Gigante pela própria natureza,

És belo é forte és *@#@#@#* risonho, límpido...

Se o teu formoso risonho e límpido a imagem do cruzeiro...

Gigante pela própria natureza,

És belo, és forte impávido colosso,

E o teu futuro espelha essa grandeza;

Terra dorada, entre outras mil é tu Brasil, ó pátria amada...

Deitado em verso esplêndido, ao som do mar e a luz do céu profundo,

Fulguras ó Brasil foram da América...

Iluminado ao sol do novo mundo,

Que a terra mais garrida teus risonhos lindos campos temais flores

Nossos bosques tem mais vida,

Nossas vidas mais amores,

Ó pátria amada idolatrara salve salve

Brasil de eterno...

 

O link: http://www.youtube.com/watch?v=TfzyqxWHrQo

 

 

 

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