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    Cem mil moradores de Salvador trabalharam no Carnaval, diz pesquisa

    da Redação

    O Carnaval de Salvador mais uma vez se consolida como oportunidade de emprego e renda para muitos baianos, movimentando a economia formal e informal e os pequenos negócios. Os dados são da Pesquisa sobre o Comportamento dos Residentes em Salvador no Carnaval, desenvolvida pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult), em parceria com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan).

    De acordo com a pesquisa, divulgada nesta quarta-feira (3), cerca de 100 mil pessoas, 4% da População em Idade Ativa (PIA), trabalham durante a folia momesca. A festa atrai diversos tipos de profissional: servidores públicos, artistas, músicos, policiais, técnicos, ambulantes, motoristas, cordeiros, jornalistas, seguranças particulares, encarregados de limpeza, produtores, organizadores e os envolvidos no planejamento do evento. 

    Segundo a diretora de Pesquisa da SEI, Thaiz Braga, o estudo verificou que o perfil dos profissionais do Carnaval é principalmente de homens (58,9%), enquanto que as mulheres correspondem a 41% da população pesquisada, de cor negra (88,7%), com idade de 25 a 39 anos (50,2%) e geralmente de outros municípios baianos.

    Quase a metade dos trabalhadores pesquisados (48,7%) possui escolaridade igual ou inferior ao ensino médio. Já a participação daqueles com o ensino médio completo e universitário incompleto foi de 43,8% e apenas 7,5% das pessoas que trabalharam no Carnaval possuíam diploma universitário.

    Além dos trabalhos temporários, que corresponderam a 60,2% da ocupação no Carnaval de 2009, destacaram-se os classificados como ‘mão-de-obra permanente’, ou seja, as pessoas realizavam a mesma atividade fora do Carnaval (39,8%).

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